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Mostrando postagens de Abril, 2012

De amor, liberdade e cantos

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Não quero para mim o canto de ave que vive em gaiola, que da vida vive d’esmola, órfã de toda esperança.
Não quero possuir esse canto, despossuído de rima, de aves aprisionadas que dependem de dono, pra trocar a água e a comida e o papel sujo do chão.
Quero o canto da ave livre nas matas, nos céus das cidades, no chão das ruas de pedras, que ciscam nas calçadas dos bares, nas varandas dos palácios, como quem canta um canto intangível que atravessa espaços e gentes, como um hino à liberdade!
Quero esse canto que tenho ouvido e cantado junto com a vida, em minha vida, que de amor é conjunto.
Prefiro o trinado dos pardais que cruzam o espaço dos céus, que alçam seu voo mirando o horizonte, que fazem seus ninhos nas árvores, nas eiras e beiras do cais, àquele gorjeio tristonho do canário belga, ou da terra, que jamais conheceram a serra, nem o canto do Uirapuru.
Quem tem tudo em hora certa, mas trina de sua gaiola, quase sempre pendurada na parede de um corredor ou na marquise de um bar, …

São Oxossi

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Justiça criminal acéfala

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Quando se percebe que, por exemplo, a prestação jurisdicional criminal travestiu-se em extensão da política de segurança pública e o Juiz, despudoradamente, pendura a toga para enfileirar-se com o ministério público e órgãos da segurança pública (como se dela fizesse parte, ativamente participando das “operações furacões e vendavais”, na maioria das vezes atropelando princípios constitucionais e infraconstitucionais de garantia individual e coletiva), vendo o réu não como um jurisdicionado, não um cidadão a ser julgado, mas um inimigo que vai ser “julcondenado”, em nocivo atentado ao devido processo legal e ao estado democrático de direito pretendido, em aberrante aplicação sinuosa de princípios oriundos do Direito Penal do Inimigo (até aqui é assim que são tratados pelo poder público, em suas três esferas, os indivíduos de nossos guetos chamados favelas, ou, usando um termo politicamente correto, “periferias”), a gente acaba concluindo que, fora do plano ideal, histórica e estrutura…

Saudade

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É, meu irmão...
saudade é a presença da ausência, daquela ausência imensa que invade nossa vida, nosso espaço e nossa alma.
Ela é fruto de momentos vividos, de pessoas amadas, que ficam vívidos em mossas lembranças, em nossa memória, recontando uma história a pedido de nosso amor e de nosso desejo de visitar o ontem... ou trazê-lo de volta.
Nem sempre isso é possível. Pelo menos, não imediatamente.
Então nos sobra a saudade e as lembranças para cirandarem com o nosso amor no amplo salão da memória.
Pelo menos, ainda temos isso.
Um abraço, meu irmão.
Força e muita paz em seu coração.

- "Como faz barulho o silêncio da omissão!"

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Depois do Ato contra a comemoração ao golpe de 64, olhei pelo retrovisor o passado e, ainda pensativo, dei uma espiada no presente que, segundos após, se tornaria passado.
E pensei com meus botões: - "Como faz barulho o silêncio da omissão!"

País que tem advogado como o presidente da OAB-Federal, nem precisa de Ministério Público

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País que tem advogado como o presidente da OAB-Federal, nem precisa de Ministério Público.






Não gosto do político nem da pessoa chamada Demóstenes Torres.  Aliás, sua figura e seus atos pretéritos, seus prejulgamentos, tudo nele me repugna.

Mas não posso pactuar com as palavras do presidente da OAB,  Ophir Cavalcante, quando ele afirma que a renúncia é a “única saída” para o senador, já que, segundo sua avaliação ele “perdeu a condição de falar em nome de seus eleitores, do povo de Goiás.”
Isso, partindo do presidente nacional da Ordem dos advogados do Brasil, é minimamente estranho e tem contornos fascistas.  Quem tem um advogado desse, nem precisa a participação do Ministério Público: o sujeito já está condenado.
Onde está a ampla defesa, dr. Ophir?
Ao atropelar a necessidade do devido processo legal, e, pela mesma via, o princípio da inocência presumida, o senhor jogou na lixeira o que todo advogado tem o dever de defender: ninguém pode ser considerado culpado sem que se esgotem tod…