19 abril 2008

Dia do Índio





Hoje é o Dia do Índio.

Não temos muito a comemorar. Aliás, apenas eles têm alguma coisa a comemorar no Brasil: não terem sido, ainda, extintos. No mais é dor mesmo. Quinhentos anos de ignomínia, humilhação, chacina, isso foi tudo que demos a eles nesse tempo, cara-pálida. E continuamos dando.
O generalíssimo Augusto Heleno, não desmerecendo o nome imperial, afirmou no dia 16 próximo passado que nós “estamos cada vez mais aumentando a extensão das terras indígenas na faixa de fronteira e caminhando numa direção que me preocupa. Pode não ser uma ameaça iminente, mas ela merece ser discutida e aprofundada", e completou:
" -Poderão representar um risco para a soberania nacional".
A preocupação se dá em razão da “segurança nacional” e não em função da segurança de mais uma ou mais nação indígena em risco, que, à luz do direito e da razão, são as legítimas donas da terra que nós, caras-pálidas chacinadores, alcunhamos de Brasil. Brasil para eles é sinônimo de brasil mesmo, brasa acesa em que assamos seus sonhos assim como o fizemos com a maior parte de sua cultura e esperança.
Há um cálculo não confirmado que existem hoje, em terras usurpadas por nós, cerca de seiscentos mil índios. O IBGE afiança que cerca de pouco mais de setecentos mil se declararam índios no último censo. Há também um cálculo estimativo de que cerca de mil nações indígenas, contando entre dois e quatro milhões de indivíduos, viviam nesse paraíso quando os europeus trouxeram para cá Anhangüera, fazendo tudo isso virar um inferno para eles. Não, não é um erro histórico construído pela traição de minha memória. Não falo de Bartolomeu Bueno da Silva, que deles recebeu esse apelido nos idos de 1680. Falo do diabo mesmo, vez que Anhanguera ou Anhangá, era como se chamava o coisa-ruim para os índios. Anhangabaú em São Paulo, o rio, assim foi chamado graças ao nosso relacionamento com eles: anhangá+bá (malefício do diabo)+y (água, rio): "rio do(s malefícios do) diabo". As margens desse rio eram povoadas de gente ruim como o diabo. Essa gente? Nós, cara-pálida. Daí o nome...
Não penso que daremos um aporá para eles. Não. Nunca devolveremos o que tomamos. Mas que deixemos de turbar sua paz, que demarquemos um pouco do que roubamos de seus ancestrais, que não só a reserva Raposa Serra do Sol seja demarcada e realmente preservada para seus legítimos donos dela usufruírem, mas também todas as outras.
Coisa-ruim, assombração, isso é o que sempre fomos e somos na vida do índio. O que demos a eles em toca do que tomamos (suas terras, seus filhos, sua cultura), foi a morte, a intolerância em forma de genocídio.
Ah!, e o Dia do Índio.

02 abril 2008

Por sua prece alada...




A cada um, a cada prece alada feita por seu coração amado por Deus e pela Vida, na intenção desse caminhante também por eles amado, quero aqui deixar o registro de meu grato coração.

Houve como que uma transferência do momento da graça - o que já é em si para mim, uma graça - para o dia 5 de maio que já acena no céu do temo. Trinta dias mais...

Para você, que dedicou sua prece, obrigado por cada instante que me dedicou.

Como tudo que tenho de mais importante e rico é meu amor e aqueles a quem amo através desse amor, saiba: em minhas preces de cada manhã e de cada pôr-do-sol, sua essência está inserida nelas.

Mesmo que eu não lembre que conheço você, minha alma imortal a reconhece em sua memória divina e lhe sorri agora, como o fará por toda a eternidade.

Um beijo em seu coração amigo...

Paulo da Vida Athos.

Meu filho

Tenho em minha vida o homem mais doce que existe, meu filho. Quem tem a felicidade de conhecê-lo, sabe disso. Um cara amigo, leal, com ...