De velas, vida e cais

De velas, vida e cais Há uma tristeza infinita na Vida. Dessas, descarriladas nos vagões das noites, onde o vento assovia misturado ao uivo dos cães. Não é uma tristeza dizível, dessas que dissecamos em lágrimas para exorcizá-las. Não. É uma tristeza em cumulus nimbus que enegrecem o sol, apaga as estrelas ou qualquer luar boêmio, inundando as madrugadas. A Vida está só. Só, de mim. Sente falta de meus risos, de meu sorriso, de meu olhar, e dos sons que faço quando liberto meus passos que desesperadamente focinham damas e calçadas, sem medo e sem destino, no breu dos becos ou na luz da Lapa, sem temer esquias sombras ou lâminas de um olhar vadio que escapa, nesses mares e amores. Há, nela, uma tristeza voraz, que rosna, ruge e morde, numa convocação que presente não será atendida. E chora. Chora todas as horas que se perderam em minha demora. A Vida, é sempre jovem. E o tempo, passa. Conheço a inexatidão do destino, q...