11 março 2010

Novo esbulho contra o Rio de Janeiro e o povo carioca e fluminense




Novo esbulho contra o Rio de Janeiro e o povo carioca e fluminense
Paulo da Vida Athos

É histórico esbulhocontra o Estado do Rio de Janeiro. Fruto da inveja e dos interesses subalternos primeiramente da corte portuguesa, depois dos cafetões da República, o Rio de Janeiro nunca se livrou de ser alvo da cobiça ou do ódio daqueles que são pobres de espírito, mas geralmente poderosos política ou materialmente.

Basta lançar um olhar para o passado, desde o início, quando surgimos na criação de Dom João III, nas Capitanias Hereditárias. Foi sempre um “pega-pra-capá”. Volta e meia alguém ou abandonava ou tirava uma lasca de nossas terras, em razão do interesse mais chão, o do ter, em detrimento da grandeza do povo e da terra fluminense.

Sou carioca da gema, mas não concebo, hoje, separar o Rio do Rio, a cidade do Estado e vice-versa, mesmo sabedor que a Lei assinada pelo presidente Ernesto Geisel, fundindo os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, Lei Complementar nº20 em 1974, tinha como objetivo primordial do grupo que estava no poder, justificar a construção da Ponte Rio-Niterói, onde ganharam oceanos de dinheiro em superfaturamento (não foi denunciado na época, claro. Quem o faria?), mas, o objetivo politico de Geisel e sua trupe para a fusão era brecar a força oposicionista do MDB no estado da Guanabara.

Agora que estamos juntos e misturados, vinho da mesma pipa, é chumbo pra todos os lados.

A última iniciativa de esbulho tomou corpo ontem, 10 de março de 2010. O site G1 informava: “O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) uma emenda ao projeto de lei que altera a divisão dos royalties e participações especiais da exploração de petróleo, mesmo fora do pré-sal. A polêmica emenda de Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG) redistribui os recursos que não são destinados diretamente à União entre todos os estados e municípios de acordo com critérios dos fundos de participação. A emenda foi aprovada por 369 votos a favor e 72 contra. Houve ainda duas abstenções.”

E esclarece: “Estudo feito pela assessoria do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) mostra que 86 municípios cariocas teriam grande perda de arrecadação. O governo do estado do Rio de Janeiro também seria fortemente prejudicado e perderia já no próximo ano cerca de R$ 4,8 bilhões em arrecadação. O Espírito Santo é o outro estado que sai prejudicado. Os outros 24 estados e o Distrito Federal receberão mais recursos com a emenda.”
Paremos para pensar sem emoção. O Rio de Janeiro pode abrir mão de R$4,8 bilhões em arrecadação e viver com cerca de R$ 90 milhões dessa arrecadação? Evidentemente que não pode.

Mais que esbulho é brutalidade inominada.

Estamos lutando por um Rio de Janeiro menos injusto social e economicamente, essa luta por igualdade social passa, necessariamente, pelo fluxo de caixa que a unidade federativa dispões. No caso, querem bater a carteira do Rio de Janeiro. É como se o salário de um chefe de família fosse surrupiado descaradamente, pelos ladrões de sempre, que ainda soltam aquele sorriso largo se sentindo Robin Hood.

Não, não são heróis os que estão fazendo isso com o Rio de Janeiro, são covardes e vingativos. Para agravar o bizarro da situação, como bem sabemos, muitos deles formam imenso subconjunto de corruptos e ladrões dentro da Câmara. E estão nos roubando. Roubando o Rio de Janeiro, roubando o povo fluminense e carioca.

Sempre estivemos com o Brasil.

O Rio de Janeiro tem essa tradição de ser esquerdista e de oposição. Não creio que um governo de esquerda nem que políticos de esquerda, que se denominam socialistas, permitam mais esse esbulho contra o Rio de Janeiro.

Espero posição efetiva e contrária a essa aberração criada por Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), por parte da presidência da República e do Senado Federal
.
O que foi feito não ajuda o Brasil, mas destrói o Rio de Janeiro.

Se é isso que querem, senhores, saibam que de nós encontrarão inabalável e vigorosa oposição.

Basta de hipocrisia!
Rio de Janeiro, 11 de março de 2010.

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