01 fevereiro 2015

A guerra perdida: 31 vítimas de bala perdida em 31 dias, no Rio de Janeiro.

A guerra perdida: 31 vítimas de bala perdida em 31 dias, no Rio de Janeiro.

O povo não se dá conta que 90% dos casos de balas perdidas, 31 casos apenas em janeiro aqui no Rio, é fruto de uma guerra estúpida e perdida contra o tráfico de entorpecentes; não percebe que o álcool e o cigarro são drogas regulamentadas que matam mais que todas as outras drogas proibidas juntas; não se dá conta que o que alimenta o tráfico é a ilegalidade; não atina para o fato de que a falta da regulamentação como ocorre com o tabaco e o álcool é que se tornou o grande problema.

Fuma e bebe quem quer, mas se fizer besteira vai preso pela besteira que fez, se for crime, e não porque fumou ou bebeu já que isso é da livre vontade de cada um desde que não atrapalhe a vida dos outros: está ferrando apenas sua saúde e sua vida. Qualquer um tem direito a isso.

Ninguém para pra pensar que de 1920 a 1933, quando o álcool foi proibido nos EUA, a guerra foi lá. Morreu foi gente. Até aparecer outro presidente que não era burro, fanático ou louco, e regulamentou de novo o uso do álcool.

Aqui, por causa dessa proibição que perdura – enquanto nos EUA as demais drogas estão paulatinamente sendo regulamentadas – apenas em janeiro desse ano 31 pessoas foram vítimas de balas perdidas. O que isso tem a ver com a proibição? Tudo! Basta tirar os antolhos que se vê...

Nem menciono as centenas que morreram por todo o Brasil, policiais, inocentes e criminosos, apenas em janeiro, por conta dessa guerra que já nasceu perdida.

Não sou contra a regulamentação. Não sou traficante.


Temos hoje um congresso mais conservador. Se o povo não pressionar pela regulamentação, vamos continuar morrendo e financiando os fuzis dessa guerra suja.

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