05 novembro 2006

Res Nullius


RES NULLIUS



por Paulo da Vida Athos


Mulher a quem procuro sôfrego,
Na multidão de rostos
Que desembocam em meus caminhos.
Feita de sonhos,
Em minhas poesias.
Feita de mil auroras e crepúsculos,
De estrelas que infestam as noites
E de abandono, ao findar do dia.

Mulher, a quem busco sem me importar:
Origem, cor, raça, religião.

Se realizada ou destruída,
Se virgem, descrente,
Politizada ou não.

Feita de marcas
Imprimidas pela vida.
De sol e de chuvas.
De montanhas e desertos.
De sentimentos despertos
E solidão sentida.

Espero por você: coisa de ninguém...

Pois ainda que distante e perdida,
Não existe nada abandonado no universo,
Que não tenha um pouco de meu amor disperso,
Que não seja um pouco de meu abandono, também.


Fonte

Um comentário:

Maria Margarida disse...

Paulo cheio de athos...

..quando vejo uma mensagem tua respiro fundo e digo para o meu coração: lá vem bomba!
..e aí vem essa cascata majestosa do encontro triunfal de letras!

Mestre das carícas fraternais!
Meu respeito.
Maria Margarida

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