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Quando um juiz não é Magistrado

Magistrado é aquele que, intimamente convencido, independente de forças externas ao processo que exijam a condenação, absolve ainda que colidindo com a vontade dessa maioria; e, igualmente condena, ainda que todos clamem pela absolvição de um réu, fundamentando sua decisão, em ambos os casos, de forma trasnparente como a imagem que se vê através de um espelho de cristal. Não fazendo dessa forma, é apenas alguém que ocupa uma das funções socia is mais importantes para a democracia, de forma ditatorial, pequena e arbitrária. Magistrado é aquele que se tiver que colocar condenados em liberdade, quando a prisão não apresenta condições mínimas para a execução da pena com dignidade humana, não teme fazê-lo diante da opinião pública ou midiática. Já aconteceu isso algumas vezes no Brasil. Sem advogados não existe democracia, é correto. Mas sem magistrados, ela nem nasce, e, se nascer, morre ao primeiro suspiro. No Brasil, regra geral, quando a mídia aponta para um juiz, ele é magistrado é ...

Um dia especial

Um dia especial. Escrevo ainda sob emoção.  Hoje foi um dia histórico. Desses que não se repetem.  Tenho na memória apenas um dia como esse, quando da manifestação pelas Diretas Já, aqui no Rio de Janeiro. Esse dia, tal como o que está lá atrás no tempo, também não foi fruto dos interesses de uma emissora monolítica nem por corporações financeiras como a FIESP, não por acaso ambas apoiadoras da ditadura militar que naufragou ou fraudou o sonho de milhões de jovens durante 21 anos. Nem foi num domingo de sol, na beira da praia. A manifestação de hoje, tal como aquela com que se toca em minha imaginação unindo duas épocas, nasceu dos movimentos sociais, do sindicalismo, dos partidos progressistas, dos estudantes, dos intelectuais, para ser acolhida pelo povo. Não vi ódio, vi esperança;  não vi olhos injetados de rancor, vi sorrisos; não ouvi hinos de guerra, ouvi canções de fé tomando as ruas de Natal, do Rio, de São Paulo, se esp...

Sem ela

Sem um pouco de poesia, eu me morro...

Certeza

Sem um pouco de poesia, eu me morro...