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A inteligência da Direita

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A inteligência da Direita Volta e meia recebo de algum amigo meu, de direita, um texto que rescende ressentimento e inconformismo contra a reeleição de Dilma ou contra o PT.  São palavras geralmente agressivas em textos de péssima qualidade, alardeando a corrupção petista, acusando a militância de petralha, quase sempre com pelo menos uma palavra obscena, fazendo analogia a golpe de estado ou aos golpistas de 64, ou pedindo de volta “o regime militar.” Essas coisas me fazem lembrar alguns textos que leio que, com relação às conclusões, tenho minhas reservas, de que pessoas de esquerda são mais inteligentes do que pessoas de direita. Sinceramente não vejo base científica nisso, ademais há que se descontar, por óbvio, o agregamento do autor aos ideais progressistas da esquerda. No entanto, quando paro para dissecar a verborreia não tenho como impedir um certo acomodamento intelectual para a assentir com as conclusões apaixonadas, mas para mim sem validação ci...

Ode à Vila Cruzeiro

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ODE À VILA CRUZEIRO Meus gritos despertam as noites, ferem os tímpanos das madrugadas, atravessam ruas e cidades, violentam fronteiras, misturam-se aos berros de dor, aos sussurros e gemidos de amor, ao silêncio que acompanha a lágrima que corre na face da vida, antes de se perder no nada. Meu grito é mais que um grito! É lamento de cada esperança morta, mas também vagido. Se incomodar, pouco importa! Vai além das janelas, não respeita portas trancadas pelo cinismo, pelo egoísmo, pela apatia geral. Meu grito é irreprimível. Sai de mim mas pertence aos bêbados caídos em cada beco, às putas e decaídas, aos meninos que moram na esquina, às vítimas de cada chacina, à legião excluída do banquete da vida. Meu grito é a rajada mortal, é o som da bala perdida, o olhar de incredulidade, da dor surda, dor aguda, da mãe que perde a vida, por ela criada, por ela p...